Segundo Augusto Maranhão, diretor de comunicação do Seturn. "O sistema de transporte coletivo vem capengando. Os custos de operação das empresas que atuam em Natal subiram em até 60%". Isso porque o número de viagens diárias caiu de 10 para seis, com os engarrafamentos, reduzindo o número de pessoas transportadas e, consequentemente, a receita.
Segundo ele, o fato dos usuários bancarem a gratuidade dos ônibus e da Prefeitura não subsidiar a viagem dos não pagantes está levando o sistema a bancarrota. Outras empresas de ônibus municipais e intermunicipais já foram vendidas.
"As empresas potiguares estão com os dias contados. Não há a mínima condição de se manter, em razão dos prejuízos acumulados. Empresas como Cidade do Natal, Transflor, Nossa Senhora da Conceição e Rio Grandense podem ser as próximas a encerrar suas atividades".
A dificuldade em 'fechar a conta' não seria de hoje, segundo ele. Sem capital para renovar a frota, as empresas locais temem ficar fora da licitação, prevista para março de 2012. "Talvez não consigamos nos adequar", preocupa-se. Segundo ele, um dos critérios é que a frota tenha idade máxima de 3,5 anos, média nacional. Os ônibus que circulam em Natal tem em média 5 anos - 1,5 anos a mais que o recomendado.
Publicado Pelo Fortalbus
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