Júnior Santos
Motoristas de ônibus cobram mais segurança para os profissionais
O diretor do sindicato dos Rodoviários, Paulo Herôncio, apresentou dados que apontam para o crescimento dos crimes contra os profissionais em Natal. De acordo com ele, que participou da paralisação na manhã desta segunda-feira, em dezembro do ano passado ocorreram 30 assaltos a ônibus na capital e em janeiro deste ano já são 15 crimes contra os rodoviários. O último deles, que foi a morte com dois tiros do motorista João Ferreira, além do assalto e humilhação aos passageiros do veículo, motivou o protesto e a enumeração das reivindicações.
Os rodoviários cobram que a Polícia Militar promova blitzen itinerantes, revistando os veículos em pontos variados da cidade; a formação de uma delegacia especializada nos crimes contra os ônibus em Natal; a volta da gratuidade aos policiais fardados nos ônibus e ronda ostensiva nos pontos mais críticos da cidade.
De acordo com o sindicato, os locais de maior perigo para os rodoviários são as paradas em Igapó, próximo às Quintas; avenida Miramar, em Petrópolis; Parque dos Coqueiros, próximo ao hospital Maria Alice Fernandes; na avenida Bom Pastor, no Bom Pastor, e na avenida Bernardo Vieira, entre o viaduto da Urbana e a avenida 6.
Protesto
Na paralisação desta segunda-feira, os rodoviários informaram que 500 ônibus ficaram parados na cidade. O protesto foi acompanhado de perto pela Polícia Militar, que também recebeu a garantia dos rodoviários de que retomariam as atividades às 11h.
Mesmo com a irritação dos passageiros, o único incidente registrado foi na Ulisses Caldas, quando um usuário quebrou a janela de um dos ônibus que estavam parados no local.
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